Tudo fora de controle,
como teve que ser.
Controles são para
aparelhos.
Assim como
as várias formas
de amor são para
os seres humanos.
A vida me pregou
peças.
Levou-me a lugares,
inimagináveis.
Nem se eu pudesse
projetar ao máximo,
saberia
dos lugares por
iria passar.
Com os olhos
de espanto,
percebo que
em certa medida
eu sempre fui
órfão.
A única que nunca
me abandonou
foi a vida,
a estrada.
O eterno
remendar-se.
Sou filha
daquilo que
não tem
face.
E por isso
eu a crio.
Não me venham
com essa de
explosões
complexas.
Não há nada
mais complexo
que nascer e
morrer.
As dúvidas que
moram em tudo
o que nasce e se
destrói, são
processos
e eles me bastam.
Bem mais que
entender,
me deixem
viver.
As pedras, as flores,
minhas lagrimas,
a saudade,
o futuro,
o passado,
a água corrente
-presente-
ainda explodem.
Não me enquadrem
como sujeito,
tão pouco como
um ser "normal".
Tenho nojo
da normalidade
e a nego
ao respirar.
Ser normal
no palco
da existência
é o mais
burro disfarce.
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