MEU MUNDO

sábado, 26 de setembro de 2020

Acordei e mais uma vez nenhum sinal de mim. 

Vinte e quatro horas de sono não são o suficiente 

para afundar os cadáveres que 

flutuam no mar nebuloso de pensamentos. 

Desde que essa pandemia começou eu me desconheço. 

Me vejo correndo em círculos dentro de uma caixa, 

brigando com energias de futuro e passado 

que paralisam o presente.


O roteiro dos próximos dias, 

será me contemplar doente, solitário e infeliz.

Até que isso passe e eu compreenda,

que tudo é processo, nada é fim.

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