Acordei e mais uma vez nenhum sinal de mim.
Vinte e quatro horas de sono não são o suficiente
para afundar os cadáveres que
flutuam no mar nebuloso de pensamentos.
Desde que essa pandemia começou eu me desconheço.
Me vejo correndo em círculos dentro de uma caixa,
brigando com energias de futuro e passado
que paralisam o presente.
O roteiro dos próximos dias,
será me contemplar doente, solitário e infeliz.
Até que isso passe e eu compreenda,
que tudo é processo, nada é fim.
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